Carlos Juca

Carlos Juca

A produção em uma única fábrica, que antes era de 40 toneladas por mês, saltou para mais de 80. Diante das medidas de isolamento social, os católicos estariam dedicando mais tempo às orações e consumindo mais o produto

Cidade com forte tradição religiosa, Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, viu a comercialização de velas disparar durante a pandemia da Covid-19. Com igrejas e templos fechados e o temor com a doença que já matou milhares de pessoas, o apego à religiosidade está mais evidente e, agora, as orações são feitas em casa e com maior frequência, o que acaba aumentando o consumo de velas. Empresários estimam crescimento de 50% nas vendas, número superior ao da Romaria de Nossa Senhora das Candeias. Juazeiro conta com quatro fábricas registradas, conforme o último levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Município.

Fontes/DN/cncariri

A criação de uma frente ampla em defesa da democracia e de um plano coordenado entre todas as forças políticas para a criação de emprego, manutenção de empresas e salvação da economia é o que defende o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB). Em entrevista à revista Época, publicada nesta sexta-feira (12), tucano fala ainda sobre a possibilidade de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a qual não considera viável "no curtíssimo prazo" e sobre as manifestações de rua.

"Temos todos um ponto que nos une, que é o combate à pandemia. E temos a defesa da democracia. Todos estamos preocupados com o futuro de nossa democracia. Mas sei que há pontos de divergência também, como a questão econômica. Já passou da hora de pensarmos num plano coordenado entre todas as forças políticas para a criação de emprego, manutenção de empresas, salvação da economia, além da questão fiscal diante de tudo isso. E não vejo nenhuma unidade entre centro e centro-direita, ou centro-esquerda, sobre esses temas, então minha percepção é que, ainda que haja uma convergência, lá na frente vamos nos dividir", ressaltou Tasso.

O senador falou também sobre a discordância de partidos como o PT em integrar diálogos em parceria com opositores. "A principal liderança de esquerda agir dessa forma hoje é, sim, um impedimento, como bem mostrou o debate entre FHC, Ciro Gomes e Marina Silva, na Globonews", disse Tasso, em referência ao ex-presidente Lula.

Para ele, é preciso que se assimile a existência de distensões pontuais e individuais para que não atrapalhem a energia de mobilização da sociedade em defesa da democracia.

Impechment

Questionado se a agenda em defesa da democracia também contempla uma agenda pró impeachment de Bolsonaro, Tasso pontuou que não vê essa possibilidade em um "curtíssimo prazo" a não ser que o presidente chegue a descumprir alguma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.

"Enquanto não tivermos a pandemia pelo menos sob controle, não podemos desfocar disso. E depois vem a crise econômica e social, que será profunda. Agregar a isso uma crise política acompanhada de um processo de impeachment não me agrada pessoalmente e nem à maioria dos políticos com quem tenho conversado, ainda que, em muitos momentos, achemos que a Presidência esteja passando do ponto", ressaltou.

Segundo o senador, o foco da frente ampla em defesa da democracia seria voltado a mobilizar a opinião pública de todos os setores sociais, "colocando a democracia como eixo principal de nossa vida política e social, alertando a sociedade civil sobre o risco que estamos vivendo".

Parlamentarismo

Em relação ao papel dos militares no atual governo, Tasso afirma que vê o papel das Forças Armadas "muito claro na Constituição, ainda que haja pessoas que interpretem isso como bem querem". Para ele, mais necessário do que repensar o a atuação dos militares é discutir o parlamentarismo.

"Estamos com outros problemas muito mais urgentes. Mas eu gostaria muito de que, passado este processo, o assunto voltasse à pauta. Quero lembrar que não estou há tantos anos assim na política e já vivi dois impeachments — e estamos quase à beira de outro", pontuou.

O senador disse também ter sido "importante" a primeira manifestação nas ruas contra o Governo Bolsonaro. "Esse grupo assustou e acabou gerando recuo do governo", afirmou na entrevista.

Fontes/DN/cncariri

Um suspeito de integrar a facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) foi preso em uma operação realizada nessa quinta-feira (11), no município de Itabaiana, no Estado de Sergipe. Cearense, Francisco Marcileudo Mesquita da Silva, 38, é suspeito de homicídio qualificado e réu na Justiça desde abril deste ano por envolvimento nos ataques contra o Estado do Ceará que aconteceram em setembro de 2019.

A operação, realizada pelas Polícias Civis do Ceará (PCCE) e de Sergipe, capturou Francisco Marcileudo em uma residência, em Anísio Amâncio de Oliveira, bairro nobre de Itabaiana. Conforme a PCCE, após investigações iniciadas na última terça-feira (9), uma equipe da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) viajou até Sergipe e realizou a prisão.

De acordo com a Polícia, Francisco, conhecido como ‘Dão’, usava um outro nome em Sergipe. Os policiais apreenderam documentos falsos no imóvel de luxo em que ele estava. Em seguida, o suposto faccionado foi levado até o Aeroporto Internacional de Santa Maria, do qual foi transportado pela Corporação em um avião até Fortaleza.

Crimes

Segundo a Polícia, Francisco foi preso por homicídio qualificado e por associação criminosa. O suspeito já foi indiciado anteriormente por lesão corporal, resistência, desacato, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas. ‘Dão’ foi condenado a cumprir pena superior a 24 anos pelo assassinato.

Além dos diversos crimes, o suposto faccionado é investigado por ser supostamente comparsa do paraibano Ednaldo Braz da Silva, 46, o ‘Siciliano’, suspeito de ser um dos chefes da Guardiões do Estado, que também virou réu no processo da Justiça do Ceará, em abril, e teria ordenado ações criminosas contra o patrimônio público e privado do território cearense enquanto estava em uma prisão no interior pernambucano.

De acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Ednaldo é suspeito de envolvimento no planejamento dos assassinatos dos secretários da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, e da Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque, e de um diretor de um presídio, além do resgate de presos do Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado em Itaitinga.

O Ministério Público informou que Ednaldo tramava os atentados contra o Ceará enquanto estava preso em Limoeiro, em Pernambuco. Conforme a Polícia, ele foi transferido para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 27 de setembro de 2019. Ao deixar a chefia, Francisco teria assumido o cargo do comparsa.

Foragido

Polícia Civil do Ceará mantém as investigações para prender o último membro que sobrou da cadeia hierárquica da GDE, identificado como Francinélio Oliveira e Silva, 46. Contra o suspeito, conhecido como ‘Geléia’, há um mandado de prisão em aberto por roubos e furtos, com pena imposta de 51 anos e 10 meses em regime fechado.

Segundo ainda o Órgão, a população pode ajudar nas investigações da Polícia ao repassar informações sobre o paradeiro de ‘Geléia’, por meio do número 181, o Disque-Denúncia da SSPDS, para o (85) 98969-0182, WhatsApp da Draco. Conforme a Instituição, o sigilo e o anonimato são garantidos.

Fontes/DN/cncariri

Grupo de inquilinos entrou com ação na Justiça ainda em 2019. Até o momento, não recebeu nenhuma ajuda por parte dos proprietários ou da Prefeitura de Fortaleza

As lembranças do desabamento parcial do edifício residencial Benedito Cunha, na Maraponga, ressurgiram para a nutricionista Emanuelle Lima, de 29 anos, no último dia 1º, quando o incidente completou um ano. Cerca de um mês após a data, ainda em 2019, a família de Emanuelle e outras nove entraram com uma ação conjunta na Justiça e desde então ainda aguardam indenização dos proprietários do prédio. Ao todo, são 15 moradores nessa luta.

A nutricionista estava no apartamento acompanhada pelo marido, o filho, de um ano e dois meses na época, e outros dois familiares quando o prédio começou a ruir. “Nós vimos todos os nossos bens, tudo que a gente batalhou anos para conquistar, sucumbir. Meu filho saiu nu de lá. Foi uma situação que só de lembrar dá vontade de chorar”, relembra.

Segundo Emanuelle, desde o dia do incidente, nenhum apoio foi prestado por parte dos donos do imóvel. “A gente só o quer o que já é nosso direito. Nem uma indenização por danos morais nós temos”, afirma. A ex-moradora do prédio hoje reside com a mãe, ainda na Maraponga, e relata passar por dificuldades.

“A gente até tentou se reerguer no começo desse ano, mas veio a pandemia e tudo complicou ainda mais. É muito angustiante viver assim, sem ter perspectiva de que algo dê certo para que possamos seguir a vida”, diz.

Como a família de Emanuelle, a do também morador e empresário Neto Barbosa, de 36 anos, também estava dentro do prédio no momento do incidente. De acordo com Neto, os proprietários conseguiram um acordo com 20% das 16 famílias que residiam no prédio apenas pelos bens materiais.

“Nunca teve ajuda. Nem dos proprietários, nem da Prefeitura, nada. (Os proprietários) Fizeram um acordo com poucas famílias e só. Não teve indenização por dano moral, nem ajuda psicológica e muito menos auxílio moradia. A gente se resolveu do jeito que cada um conseguiu. Uns moram com familiares, outros com amigos e por aí vai, até a Justiça determinar algo”, pontua.
Acordo

De acordo com o advogado do grupo de moradores, Marcelo Magalhães, houve uma reunião extrajudicial em fevereiro deste ano para tentar um acordo junto com o advogado dos proprietários do prédio. “Tentamos a conciliação, reduzimos em 50% o que pedimos inicialmente e até hoje aguardamos resposta da outra parte. O imóvel foi bloqueado para pagamento às famílias, que seguem sem nenhuma reparação”.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o processo está parado, conforme Magalhães. “Estamos na fase de instrução, para que seja colhido provas e o juiz possa dar o veredito no final”, explica.

A equipe do Sistema Verdes Mares tentou entrar em contato com o advogado dos proprietários, mas não teve retorno até o momento da publicação.

Desabamento

No dia 1º de junho de 2019, o prédio residencial Benedito Cunha, localizado na Travessa Campo Grande, na Maraponga, teve a estrutura comprometida após a ruptura de algumas colunas de sustentação. O edifício ficou inclinado e teve as paredes rachadas, correndo risco de desabar a qualquer momento.

Na época, 16 famílias deixaram os pertences dentro do imóvel e precisaram ser retiradas pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. Outras 12 casas ao redor do prédio também foram interditadas. Já no dia 28 de junho, o edifício foi totalmente demolido.

De acordo com a Polícia Civil, em 1º de outubro do mesmo ano, as investigações, feitas por oito peritos criminais com a presença de engenheiros, apontaram que o prédio foi construído em um solo sensível à presença de água e com erros de projeto e execução.

Fontes/DN/cncariri

O Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou, nesta sexta-feira, o protocolo médico proposto pelos clubes da Série A do Campeonato Carioca. Após análises dos números de casos e mortes da COVID-19 no estado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) vai marcar nos próximos dias uma nova reunião para votação da data de retorno do torneio.

Os treinos com restrições foram liberados pelo prefeito Marcelo Crivella no início deste mês, seguindo as orientações de sua comissão científica, que faria uma nova reunião na segunda quinzena de junho para definir o início dos jogos. Tudo iria depender da curva da pandemia.

Na terça-feira, o Rio teve 1.402 novos casos de coronavírus, com 225 mortes. De quarta para quinta-feira, houve aumento de 1.8% no total de casos confirmados e 3.1% no total de mortes. A taxa de letalidade no estado é de 9.72%.

A Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca, foi paralisado em março, na terceira rodada. Restam dois jogos para definir os classificados para as semifinais.

Fontes/AgênciaEstado/cncariri

O desemprego já estava alto no Brasil no primeiro trimestre deste ano, quando a pandemia do novo coronavírus ainda só começava a afetar a economia nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação passou de 11% no fim de 2019 para 12,2% no trimestre encerrado em março de 2020. Isso significa que por volta de 1,2 milhão de pessoas entraram na fila do desemprego só nos últimos três meses, mas os analistas afirmam que esse número ainda tende a crescer por conta da crise da Covid-19.

Em virtude da pandemia do coronavírus, diversas empresas do triangulo Crajubar fecharam as portas em definitivo, isso, devido a inviabilidade econômica para se manter. Aluguel e salário de funcionários.

Com esse aumento, o número de desempregados chegou a 12,9 milhões de pessoas no Brasil no primeiro trimestre deste ano. A analista da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, Adriana Beringuy, afirma, porém, que o crescimento do desemprego já era esperado, visto que no início do ano as empresas fecham muitas das vagas temporárias abertas nas festas de fim de ano. Ela admitiu, por sua vez, que a alta foi mais forte do que o esperado em alguns setores econômicos.

De acordo com o IBGE, houve retração no nível de emprego em quase todas as áreas pesquisadas: indústria (2,6%), construção (6,5%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,5%), alojamento e alimentação (5,4%), outros serviços (4,1%) e serviços domésticos (5,9%). Até o número de trabalhadores informais caiu, pois o nível de emprego sem carteira assinada do setor privado registrou um baque recorde de 7%.

“O movimento foi mais acentuado entre os informais: dos 2,3 milhões de pessoas que deixaram o contingente de ocupados, 1,9 milhão é de autônomos”, disse a analista da pesquisa, lembrando, porém, que ainda há 36,8 milhões de trabalhadores abaixo da linha do radar das estatísticas.

 

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria da Saúde, informa que, até a tarde desta sexta-feira (12), o Município notificou 4.637 pacientes, dos quais 36 são casos suspeitos que aguardam os resultados dos exames, 3.687 casos descartados e 914 casos confirmados. Entre os pacientes confirmados há 31 hospitalizados, 435 em isolamento domiciliar, 420 que já estão recuperados, e 28 óbitos.

Os pacientes em isolamento domiciliar precisam seguir todas as orientações repassadas pelos profissionais de saúde e cumprir o período de 14 dias de isolamento.

A Prefeitura Municipal desenvolve, diariamente, ações de enfrentamento à pandemia do coronavírus, e reforça a necessidade de dar continuidade ao isolamento social. Toda a população deve adotar os cuidados preventivos para barrar o avanço da transmissão, como uso de máscara e a higienização correta das mãos.

Os vereadores Márcio Martins, Reginauro Sousa e Julierme Sena, todos do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), alinhados com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tentaram entrar no hospital de campanha do estádio Presidente Vargas, que recebe pacientes com coronavírus em Fortaleza, para filmar leitos, mas foram impedidos nesta sexta-feira, 12.

De acordo com Márcio Martins, o grupo tem um mandado de segurança conseguido na Justiça que os permite circular pelo hospital. Prefeitura de Fortaleza afirma que eles não possuíam autorização.

O parlamentar da oposição afirma que a intenção era filmar o interior da unidade para mostrar a "ociosidade e subutilização de leitos". Segundo Martins, ele recebe constantes denúncias de pessoas precisando de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto o Hospital do PV está "com mais da metade de sua capacidade ociosa". Ele afirma que chegou a acionar a Polícia Militar por duas vezes para ser auxiliados a entrar no local.

Márcio Martins afirma que o hospital conta com 224 leitos ativos, e diz ter recebido informação da direção médica, durante a tentativa de entrada nesta sexta-feira, de que 64 estariam ocupados. No entanto, de acordo com a plataforma IntegraSUS, que reúne indicadores da Covid-19 no Ceará e dispõe de informações sobre ocupação de leitos, o número de leitos ativos no hospital do PV atualmente é de 136.

Conforme dados atualizados às 20h05min desta sexta-feira, 12, são 34 leitos de UTI e 102 de enfermaria. Destes, nove leitos de UTI estão ocupados, contra 51 de enfermaria.

O vereador Márcio Martins (Pros) afirmou que desde 13 de abril, época da construção do hospital — que passou a receber pacientes no dia 18 de abril —, o grupo de vereadores busca denunciar irregularidades na unidade, como "preço absurdo" em contratações e mais recentemente, a questão dos leitos.

"A gente ia entrar e confirmar a ociosidade de leitos. Iríamos pedir documentos que comprovem a rotatividade de altas e o fluxo do hospital", afirma. Ele afirma que iria filmar "porque é o único jeito de a população acreditar".

Nessa quinta-feira, 11, por meio de live, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a população deveria filmar leitos vazios em hospitais públicos e afirmou que há "ganho político" com as mortes que ocorreram durante a pandemia. Ele voltou a afirmar que os números da doença no País não condizem com a verdade.

O vereador Márcio Martins afirmou que "apesar de ser aliado de Capitão Wagner, não comungo com tudo do governo Bolsonaro". Segundo ele, a fala do presidente não o influenciou na tentativa de entrar no hospital do PV porque ele "frequentemente realiza estes tipos de fiscalização". O parlamentar afirma que eles irão tentar novamente a investida.

De acordo com o jornal O Globo, um grupo invadiu, a socos e pontapés, a ala para pacientes com coronavírus do hospital Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro, chegando a quebrar equipamentos e assustando enfermos e profissionais de saúde.

Na noite desta sexta-feira, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgou balanço mostrando um quadro de afogamento do sistema de saúde. Em virtude dos meses de isolamento social da população e queda nos números de atendimentos, a Capital está hoje na primeira fase da reabertura da economia.

 

Fontes O Povo  CNC

Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas do Estado cruzaram dados do programa federal com CPFs de funcionários públicos do Estado e de 181 municípios cearenses. Por serem empregados formais, eles não têm direito ao benefício criado durante a pandemia do coronavírus. Valor pago chega a R$ 16,5 milhões e deverá ser obrigatoriamente devolvido

Investigação da Controladoria Geral da União (CGU), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), identificou que entre os que receberam indevidamente o auxílio emergencial no Ceará estão muitos servidores e empregados públicos. De diversas funções e categorias no Estado e nos municípios cearenses. Muita gente que, pela regra, não poderia alcançar o benefício por estar em emprego formal ativo.

Foram descobertos 24.232 servidores públicos no Ceará que podem já ter embolsado pelo menos a primeira das três parcelas de R$ 600. O montante distribuído irregularmente seria de "R$ 16.519.200 por parcelas pagas", segundo conclusão apresentada em relatórios de controle externo. Alguns servidores podem até já ter realizado o saque da segunda parcela. Esse rastreamento foi feito para pagamentos acumulados até 31 de maio último.

A análise abrangeu servidores da ativa, inativos e pensionistas estaduais e municipais. “Foram consideradas pessoas com vínculo empregatício com órgãos públicos do Ceará, podendo ser servidor efetivo, contrato temporário, estagiários, médicos”, detalham documentos da CGU. Apenas quatro cidades não tiveram servidores identificados no levantamento: Campos Sales, Hidrolândia, Jardim e São Benedito

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Nem todos estariam citados com o crivo de má-fé. A Controladoria e o Tribunal de Contas admitem que possam constar na lista agentes públicos inseridos no Cadastro Único (Cad Único) que descreve os assistidos em programas sociais. Beneficiários do Bolsa Família e nomes no Cad Único tiveram o auxílio emergencial gerado automaticamente. Por isso o que foi apurado ainda está sendo tratado como “possível irregularidade”. Servidor que aparece com o nome no ExtraCad caracteriza que houve o pedido de fato, com provável intenção de fraude, por conta do preenchimento de dados no site da Caixa Econômica. Ainda assim, será avaliado se o CPF foi utilizado por terceiro.

O que foi descoberto
Ambiente de cadastro
Quantidade de CPFs Valor pago/parcela
ExtraCad
8.101
R$ 5.397.000,00
CadÚnico
9.874

R$ 6.336.000,00
Bolsa Família

6.257 R$ 4.786.200,00
TOTAL GERAL 24.232 R$ 16.519.200,00
Fontes: CGU e TCE


Apesar da ressalva, o dinheiro do auxílio que saiu para quem não deveria ter recebido será cobrado de volta. Dois documentos expedidos conjuntamente por CGU e TCE - a Nota Técnica nº 1.371 e o Ofício Circular nº 109 - vão orientar Estado e Prefeituras na condução do ressarcimento individual aos cofres da União. Também indicam aos servidores como fazer diretamente a restituição ao erário.

Um trecho da Nota Técnica aponta aos órgãos e entidades "para que notifiquem os servidores, de forma individual e reservadamente, de que as condutas de solicitação e de recebimento do auxílio emergencial, mediante a inserção ou declaração de informações falsas em sistemas de solicitação do benefício, podem caracterizar os crimes de falsidade ideológica e estelionato, além de configurarem possíveis infrações disciplinares a serem analisadas no âmbito do Estado".

A estimativa da CGU e TCE é que o reembolso do dinheiro federal e a regularização pelos gestores aconteçam em até quatro semanas. Há em andamento uma outra investigação da CGU, conduzida pela direção geral do órgão em Brasília, para tentar identificar também servidores federais pelo País que tenham sido contemplados indevidamente com o auxílio.

A legislação prevê que mentir em informações cadastrais para receber dinheiro configura estelionato e falsidade ideológica. Com pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão. Quando o crime envolve dinheiro público, a pena é aumentada e pode chegar a 6 anos e 8 meses. Receber o valor a que não tem direito, mesmo que não tenha feito a solicitação do benefício, pode enquadrar a pessoa denunciada no crime de apropriação indébita caso a quantia não seja devolvida. A previsão de pena vai de um mês a um ano de prisão. Como são três parcelas, se não houver a restituição do dinheiro público, o crime é considerado em andamento e o acusado pode ser autuado em flagrante.

Para desenhar o tamanho da irregularidade, CGU e TCE recorreram a base de dados da Receita Federal, da Caixa Econômica, do Estado e dos municípios. Cruzaram a relação de CPFs inserida no cadastramento do auxílio emergencial com as folhas de pagamentos das administrações do Estado e das prefeituras cearenses. O trabalho de checagem, em programas de computadores, se estendeu por mais de duas semanas.

“Nenhum nome será divulgado para a imprensa. Essa não é a nossa intenção. E cada órgão, Prefeitura ou Estado, receberá a lista somente dos seus respectivos servidores”, confirmou o superintendente da CGU no Ceará, Giovanni Pacelli. Se a fraude não tivesse sido descoberta a tempo, o valor total liberado indevidamente poderia chegar ao triplo da cifra estimada.

O auxílio emergencial foi criado pelo Governo Federal, aprovado pelo Congresso em abril deste ano. O recurso é destinado a trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEI), autônomos e desempregados, como medida de proteção para enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus. São três parcelas de R$ 600. Já foi batido o martelo no Ministério da Economia para 4ª e 5ª parcelas, no valor de R$ 300, cada. O calendário de pagamento está em curso. Nesta sexta-feira, 12, por exemplo, está prevista a parcela dois do auxílio para os cadastrados nascidos em novembro. No caso dos servidores identificados, o benefício para o CPF já foi cortado, segundo Pacelli.

Como devolver, em caso de irregularidade
Os servidores que receberam o benefício indevidamente podem fazer a devolução dos valores pelo canal virtual do Ministério da Cidadania: https://devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br/devolucao

Como denunciar uso do CPF por terceiros
Se um servidor suspeitar que seu CPF e outros dados pessoais tenham sido utilizados por terceiros para obter o auxílio emergencial, uma denúncia deverá ser feita através da Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação - Fala.BR, no endereço eletrônico https://sistema.ouvidorias.gov.br/

 

Fontes O/P e cncariri

Apesar de ter recusado uma oferta do Atlético-MG que envolvia Edinho, o Goiás continua como principal concorrente do Fortaleza quanto ao destino do jogador no restante da temporada 2020. O técnico do Esmeraldino, Ney Franco, revelou que o jogador interessa e está na lista de contratações do clube.

“O Edinho é um jogador que no início da temporada eu coloquei na nossa lista de contratações, porque a gente tá procurando jogadores de beirada e ele faz muito bem esse lado direito do campo. Ano passado disputou o Campeonato Brasileiro pelo Fortaleza e foi muito bem [...] é um jogador que sempre me chamou atenção, então, acho que se chegar um momento em que tiver uma definição da saída do Léo Sena e for colocado alguns nomes na mesa, o Edinho me interessa muito”, disse Ney Franco, em entrevista á rádio Sagres, do Goiânia, na segunda-feira, 19.

O atacante foi oferecido ao Goiás, por empréstimo, com mais R$ 3 milhões para a compra de Léo Sena, mas a diretoria esmeraldina fez contraposta pedindo R$ 5 milhões. O Galo ainda não respondeu. Segundo o site Sagres Online, o nome de Edinho agrada a torcida do time goiano, que já teria perdido as esperanças de renovação com o volante.

A diretoria do Fortaleza não nega o interesse em repatriar Edinho, mas não vê condições para negociar com o atleta no momento. O presidente do clube, Marcelo Paz, inclusive, já disse que a volta do jogador envolve compra de direitos econômicos, por isso é delicada.

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