Para recuperar área incendiada haverá técnicas exclusivas

Para recuperar área incendiada haverá técnicas exclusivas

Em 2019,cinco hectares, devastada pelo fogo no Crato, teve acelerada recuperação depois que monitoramento constante de especialistas do IFCE. O trabalho irá servir de modelo quando aplicado em outros locais afetados. Após ter sido atingido por um incêndio, há pouco mais de dois anos, o Parque Estadual do Sítio Fundão, no Crato, já estava com

Em 2019,cinco hectares, devastada pelo fogo no Crato, teve acelerada recuperação depois que monitoramento constante de especialistas do IFCE. O trabalho irá servir de modelo quando aplicado em outros locais afetados.

Após ter sido atingido por um incêndio, há pouco mais de dois anos, o Parque Estadual do Sítio Fundão, no Crato, já estava com quase 100% de sua área recuperada. O resultado acelerado deve-se ao trabalho de reflorestamento específico e acompanhamento liderado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Com utilização de “bombas de sementes” – composição de solo e material orgânico -, quase todos os 5,35 hectares impactados já estão revigorados.

A declaração foi feita pelo doutor em fitotecnia e professor do IFCE de Crato, Gauberto Barros. Para analisar a recuperação do local, a área atingida pelo fogo foi dividida em três parcelas de 2.700 m², que seguiram por um monitoramento particular. Em cada uma delas houve um tipo de experimentação, com a regeneração natural, o uso de mudas e as bombas de sementes. Isso ajudou a identificar a melhor forma de avançar na regeneração do Parque.

O engenheiro florestal Cristiano Cardoso enumera alguns indicativos que mostram esta recuperação, como o tamanho das plantas, o número de folhas, o vigor da fauna, a inexistência de praga e eficiência mineral.

“São todas características de um bom desenvolvimento”, reforça. “Em questão de solo posso adiantar que não detectamos perda (mineral). O próprio sistema conservou”, esclarece Gauberto.

A boa recuperação supera a própria estimativa inicial dos ambientalistas. Em março do ano passado, quando o trabalho de reflorestamento teve início, a expectativa era ter, só a partir de dois anos, resultados mais significativos. Este cenário levanta a possibilidade de transpor a outras áreas queimadas a mesma estratégia utilizada no Sítio Fundão, A recuperação quase que integral, no entanto, não cessou os trabalhos. A área continuará sendo monitorada até março de 2021, quando completará dois anos do processo.

Importância

Os esforços envidados para recuperar a área devastada pelo fogo são justificados pela importância da área. “São dois biomas (presentes no local) e há centenas de espécies. A gente vê árvores centenárias, como timbaúbas e jatobá. Por isso, é importante o envolvimento de todos para garantir proteção”, detalha Gauberto.

Cristiano acrescenta que o Sítio Fundão possui uma relação com a Floresta Nacional do Araripe e a APA Araripe, ligadas através dos riachos. “É quase um corredor ecológico. Permite o fluxo de animais e também de plantas, transportadas pelas sementes”. O engenheiro florestal lembra, ainda, que a UC ajuda nas condições ambientais. “Como tem área verde, a evapotranspiração dá uma respiração melhor a quem mora no entorno”, exemplifica.

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