Tasso diz que 2015 foi um dos piores anos da história do Brasil

O senador Tasso Jereissati, vice-presidente nacional do PSDB, afirmou em texto publicado na página oficial do partido, que 2015 foi um dos piores anos da história do Brasil tanto na área econômica quanto na política. “Dos últimos anos da história econômica do Brasil, 2015 foi uma tragédia, um dos piores que já tivemos. E politicamente, eu nunca vivi nada parecido com essa desarticulação total dos poderes, um governo que não governa, que não tem suporte político, nem popular e está completamente perdido”.

Para o tucano, o próximo ano será muito difícil e torce para que tenha uma reviravolta, já que o país não suporta continuar com o desgoverno petista que instalou no país uma das maiores crises política, social e econômica nunca vista antes. “O primeiro semestre vai ser muito difícil, provavelmente mais difícil do que este ano, mas eu acredito que dentro dessa dificuldade nós possamos achar uma saída para esta crise”, criticou Tasso, que defendeu a reforma tributária em 2016.

Sobre a atuação do PSDB no Senado, Tasso destacou a tramitação do projeto de Lei n° 555/2015, que cria regras de governança e controle para empresas estatais. O senador presidiu a comissão encarregada de elaborar o texto final que institui a Lei de Responsabilidade das Estatais e engloba sugestões feitas pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, em seu projeto de Lei nº 343/2015 – que dispõe sobre as regras gerais de governança corporativa aplicáveis às sociedades controladas pela União.

Composto por 94 artigos, a matéria visa garantir a qualidade dos serviços prestados pelas estatais e o fim do aparelhamento partidário das empresas públicas, hoje ocupadas por indicações políticas. “A base de muitos problemas que tivemos esse ano foi descontrole das estatais e nem precisa falar de Petrobras, Eletrobras e outras tantas por aí. Então, esse projeto estabelece um regulamento de governança, de administração para as estatais de uma forma bem mais transparente. Um sistema de governança em que não só o governo, mas existe um time de profissionais que vão dirigir realmente as empresas estatais e tem um sistema de contratação de serviços bem mais flexíveis que permite a ter competitividade, mas ao mesmo tempo, tem controle também através de outros órgãos”.

Ainda sobre o projeto, Tasso destacou a proibição de que membros dos conselhos de administração das estatais e das empresas de sociedade mista da União, dos estados e dos municípios tenham atuação em partidos políticos, em sindicatos ou algum parentesco com pessoas no comando do Poder Executivo ou da própria empresa. “Nem ministro, nem cargos comissionados que não sejam funcionários de carreira podem participar dos conselhos que viraram, em vez de ser uma ferramenta rigorosa de governança, apenas lugares de complementação salarial e esses lugares ficarão reservados e restritos a profissionais com capacidade e currículo suficientes para que possam realmente exercer com eficiência o conselho das empresas estatais”.

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