Proposta de Temer pode atingir Bolsa Família, caso aconteça, acima de 5 mil usuários serão prejudicados

BOLSA FAMÍLIA X CRESCIMENTO | O Brasil vai crescer menos que o previsto neste ano. Ao menos esta é a previsão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reduziu a perspectiva de crescimento do PIB nacional para 2% citando que o país paga benefícios sociais para quem não precisa.
A estimativa da Organização é menor que a prevista anteriormente, de 2,2%. O valor também é menor que o que aponta o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central de acordo com a expectativa do mercado. Já para 2019, o estudo prevê que o PIB do país deverá crescer 2,8% em 2019.
O “Bolsa Família” tem culpa do não crescimento? A pergunta é cabível, pois de acordo com o que foi anunciado pelo governo Temer para resolver a situação dos caminhoneiros, poderá atingir os beneficiários do programa, pois segundo ele, para conseguir bancar o pacote de medidas prometido aos caminhoneiros, o governo informou que precisará “cortar benefícios”. Esses benefícios, tais como Bolsa Família e Farmácia Popular.
Se acontecer dessa forma, quem vai pagar a conta no final é toda a sociedade; especialmente os mais pobres. Em Milagres-CE o impacto seria enorme, pois a economia do município muito depende dos que recebem o Bolsa Família, segundo a CGU – Controladoria Geral da União, o munícipio tem 5.065 beneficiários ao todo e até o momento, foram transferidos R$ 4.297.269,00 (quatro milhões duzentos e noventa e sete mil e duzentos e sessenta reais) em valor. Milagres está na 42ª colocação em referência aos 184 municípios do Ceará no ranking de transferências do Bolsa Família.
Por ano, o Brasil desembolsa 0,5% do PIB com o Bolsa Família. É bem menos do que o gasto com o pagamento de servidores públicos (7,32%) e consideravelmente menor que a cifra destinada ao pagamento de juros da dívida pública. Em 2015, o Ministério do Desenvolvimento Social previu que o gasto de um único ano com os juros da dívidas são superiores a todo o montante gasto com o programa desde a sua criação em 2003.
Segundo os especialistas, não tem porque os usuários do bolsa família pagar pela greve dos caminhoneiros.

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