Sessão na câmara de Barbalha é marcada por citações racistas de vereador aliado do prefeito

A leitura de dois requerimentos de autoria do vereador de situação, Tarcio Honorato, causou um misto de perplexidade e deboche aos que estiveram presentes na sessão de ontem (26) na câmara municipal de Barbalha. No primeiro, o vereador pede o reconhecimento através de um título de cidadão ao ‘’príncipe’’ Dom Bertrand de Orleans e Bragança, herdeiro de um trono extinto.

Como não poderia deixar de ser, o requerimento do vereador foi questionado até por seus colegas de situação, que visivelmente ficaram constrangidos com a proposta sem nexo e descabida do colega.

Em um segundo requerimento o vereador solicita a secretaria do meio ambiente a aquisição de cinco palmeiras imperiais para que sejam plantadas durante a visita do tal ‘’principe’’ do extinto trono, que segundo o vereador estará visitando o município de Barbalha visitando segundo ele, escolas públicas e particulares, para quê ele não soube dizer.

POSSÍVEIS COLOCAÇÕES RACISTAS

Ao ser questionado pelo vereador de oposição, Dorivan Amaro, que se colocou contra os dois requerimentos, Tarcio Honorato, autor das duas propostas, proferiu as seguintes afirmações:

‘’ Eu acho que vossa excelência deveria era agradecer, porque se não fosse a princesa Isabel, vossa excelência hoje seria um escravo’’, afirmação feita pelo fato do vereador Dorivan Amaro ser de cor negra.

Não satisfeito com a atitude racista, o vereador Tarcio Honorato continuou:

‘’Se hoje a monarquia estivesse em vigor, vossa excelência teria que se curvar à vossa alteza, o senhor Dom Bertrand de Orleans e Bragança.’’

Mas esse titulo num já foi dado ao principe na epoca de 1989 pelos vereadores Machet Calliou,Antonio Costa, Senhor Sampaio, José Lucio, Antonio Gondim e Fabriano Sampaio por que dar novamente se nas normas ele já é cidadão Barbalhence?

AO AUTOR DOS REQUERIMENTOS

O Título de Cidadão equipara a pessoa homenageada a uma adoção oficial. A pessoa agraciada passa a ser um irmão, um conterrâneo, uma pessoa da terra natal. Mesmo que um homenageado não tenha nascido ou não resida no Município, para que se lhe conceda tal homenagem, faz-se necessário que se diga o que ele (homenageado) fez, sem visar lucros, interesses pessoais ou profissionais, em defesa do povo do Município que lhe concedeu tal cidadania.

A insensatez do nobre vereador de situação ao apresentar requerimentos que dispensam até comentários, é apenas o retrato de uma gestão que está a deriva, onde já se ouvem os gritos de salve-se quem puder.

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