Retrocesso: Queda brusca nas matrículas em tempo integral em escola do município.

Por: Josélio Araújo

A proporção de matriculados no estabelecimento caiu consideravelmente em comparação com o ano anterior

De 2017 para 2018, o número de alunos na Escola Josefa Alves de Sousa, única unidade municipal de tempo integral no ensino fundamental registrou uma queda brusca. A maior parte das crianças que, de um ano para o outro, tiveram a carga horária de suas aulas aumentadas, não quer voltar às salas. Como resultado, a proporção de matriculados no estabelecimento caiu consideravelmente.

Salas que no ano anterior contavam com até 35 alunos, este ano estão com uma média de 15 a 18, o que obrigou a direção a exigir que os professores saíssem a campo para visitar as residências e recrutar os alunos. Mesmo assim, calendário letivo previsto para ser iniciado no último dia 5 de fevereiro ainda não começou propriamente. Além disso, as reformas das salas de aulas não foram concluídas. Como o ensino em tempo integral no município era um indicador de avanços e que prometia continuar em ritmo constante de crescimento, uma queda tão abrupta, de um ano para o outro, chega a soar estranha.

  Ainda não está claro qual o impacto que o programa teve no aprendizado dos alunos. A avaliação educacional mostra que mais tempo em sala de aula nem sempre se reflete em melhoria da qualidade. Mas a ampliação da jornada é uma das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê chegarmos a 25% de alunos estudando ao menos sete horas por dia em toda a educação básica.  Fato é que uma queda tão intensa de um ano para o outro neste indicador reflete uma fragilidade histórica de nosso sistema educacional: a enorme dependência financeira dos municípios, principais responsáveis pelo ensino fundamental, em relação ao governo federal. Outra constatação que acende um sinal amarelo é a de que esta queda nas matrículas em horário integral aconteceu apenas no ensino fundamental. Nas duas unidades da rede estadual que trabalham o ensino médio, não houve redução no quadro de alunos.  A procura por matrículas foi maior que a demanda.

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